Fernando S. Trevisan - Leituras


Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil

Powered by Blogger



BlogBlogs.Com.Br

Fernando S. Trevisan
2007-2010
Arquivos (mês.ano)

Assinar por e-mail
Cadastre seu endereço de e-mail abaixo para receber os textos deste web-site:

 
Leituras Web
Lendo
Na fila de leitura
Acompanho

Em Leituras
@ 4.7.07 05:39

Por Robert Ludlum
645 páginas, Editora Guanabara

Confesso que peguei o livro apenas por uma curiosidade tremenda sobre o tema, sem saber previamente que o autor escreveu os livros que originaram a série de filmes "A Identidade Bourne", "A Supremacia Bourne" e o ainda por sair "O Ultimato Bourne.

Neste calhamaço, temos três histórias entrelaçadas por um herói em comum. No primeiro livro, conhecemos o deputado estadunidense "Evan Kendrick", ex-empreiteiro no Oriente Médio e Golfo Pérsico, que perdeu todos os funcionários e suas respectivas famílias em um "acidente" ao inaugurar uma de suas obras.

A oportunidade para conhecer o deputado nos é oferecida por meio da contribuição dele à resolução de uma crise - uma embaixada estadunidense tomada em Oman por terroristas palestinos, aparentemente manipulados pelo mesmo adversário comercial que provocou o "acidente" que matou os amigos e funcionários de Evan.

A partir daí, desenrolam-se diversas tramas conectadas, com muita ação, mudanças de rumo inesperadas, teorias de conspiração, algum romantismo e sexo temperados com muito heroísmo patriótico - bem ao gosto de Hollywood. A discussão de temas árabes e da realidade no Oriente Médio é superficial, sempre colocando os EUA como uma liderança mundial em busca da paz e não da guerra.

Ao mesmo tempo, Ludlum inova um pouco ao apontar os EUA e forças dentro do governo como causadoras e colaboradoras de crises e de terroristas. Claro, o governo dos EUA está envolvido, mas são "forças internas", um "governo dentro de um governo" e por aí vai... sendo que o próprio presidente é apresentado como ignorante do que seus subalternos fazem e também um moralista que, ao descobrir, briga com todos.

O resultado final é uma trama bem pouco plausível, cheia de furos e que apresenta a CIA e os órgãos de segurança dos EUA como corruptos e incompetentes; porém, perdoando-se tudo isso, o livro é um page-turner, entretendo o leitor sem exigir muito de sua inteligência - aliás, é melhor deixá-la um pouco de lado ao ler "A Agenda Icarus".

Recomendado para um final de semana chuvoso e sem outras opções prévias.

Marcadores: ,

Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil
« Voltar para Leituras | | Criar um link | Deixe um comentário »
   Vários (2) comentaram:
Olha, eu sou a favor da livre expressão, mas não vou deixar você xingar o meu livro favorito. Ao contrário do que você disse, a história não é focada nos EUA como os salvadores da pátria, mas na força de vontade de um homem, que não se deixa dobrar pela conspiração, e seus amigos. Concordo com a sua opinião sobre o presidente, mas qual presidente não é completamente "inocente" do que acontece debaixo do seu nariz?
A crise no Oriente Médio é o maior foco e, eu aconselho a todos que leiam o livro em qualquer lugar. Eu já li duas vezes e pretendo ler de novo.
    por: Blogger Paulinha @ 05/08/07 17:26  

Paulinha,

Não leve a mal - minha intenção não era "xingar" o livro, apenas classificá-lo de acordo com o que li.

Em primeiro lugar, a história sempre gira em torno dos EUA. Os "ajudantes" árabes são todos levados a fazer as coisas certas, saírem da hesitação e do impasse por causa da pró-atividade do herói Kendrick.

Acho que o principal é notar como o Kendrick, que não foi treinado e nem é preparado para lidar com as situações descritas no livro - o tempo inteiro deixa para trás os agentes da CIA, do serviço secreto israelense e de outras instituições, que tiveram treinamento e não fariam, de forma alguma, as coisas que Kendrick faz.

Não é um crime, é divertido de ler e um bom entretenimento, mas é só isso, não é um livro que mude nada, nem um livro que fale algo mais do que os clichês básicos (repetidos a exaustão por Hollywood, como nos filmes de Indiana Jones e similares) sobre a cultura "Árabe".

Enfim, todo mundo tem liberdade para gostar mais ou menos de alguns livros e alguns dos meus preferidos são tão (ou mais) "bombas" do que "A Agenda Icarus".

Obrigado pelo comentário e sinta-se livre para manifestar-se sempre, especialmente com as críticas!
    por: Blogger Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ @ 27/08/07 01:46  

 
  Links para este texto:
Infelizmente, o Blogger não permite que eu "esconda" essa caixa quando não existem links para um texto.