Por Jorge Luis Borges
103 páginas (85 aprox., na realidade), Editora Globo
Essencial.
Um livro tão cheio de trechos "citáveis" que não dá para anotar e citar tudo aqui, senão incorro em quebra de direito autoral.
Temos neste livro um Borges jornalístico, descrevendo horrores e infâmias mundo afora, requentando histórias alheias porém em um estilo muito próprio, frio, incisivo.
As 15 páginas (aprox.) "perdidas" com prefácios e prólogos são essenciais para bem degustar a obra, situando-a historicamente e recuperando algumas (mas não todas) das muitas referências.
De um falso "redentor" que enganava escravos negros nos EUA, acenando com a liberdade mas apenas enganando e lucrando, até um duplo de Maomé, que recebe os muçulmanos no céu, passando por "Billy The Kid", uma história de uma pirata chinesa e outras pérolas.
Como coloquei na abertura da resenha, esta edição bem-cuidada da Editora Globo é essencial. A capa trabalhada sobre arte de Will Eisner e a qualidade gráfica da obra são um adendo necessário para a qualidade do texto de Borges.
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