Muita reflexão, conversas com amigos e algumas leituras - como a do link acima e a disponível em:
www.sfnovelists.com
Me levaram a pensar: qual o sentido em não aceitar críticas? O camarada do primeiro artigo reclama que, uma vez publicado o livro, não há nada mais que ele possa fazer e por isso ele não concorda com críticas negativas.
Não vou entrar aqui em um longo debate sobre o lugar do livro na cadeia evolucionária e da inevitabilidade de sua extinção como principal meio para se adquirir conhecimentos - a realidade está aí para quem quiser ver. Você pode levar o cavalo até a água mas não pode forçá-lo a beber...
Em uma sociedade digital, a revisão (ou as revisões) podem ser feitas durante um longo tempo. Claro que você sempre tem que dar a obra por terminada em um determinado ponto, chegar ao seu limite e dizer "isso é o melhor que posso fazer por agora, vai pro mundo, meu filho". Mas, o que impede um sujeito de fazer uma extensa revisão de alguma obra, aceitando as críticas e as revisões feitas por fãs, amigos, críticos desconhecidos e por aí vai?
O segundo artigo, bastante equilibrado, fala sobre a influência benéfica do editor na revisão de uma obra. Sem um ego inflado, o autor diz que inicialmente sempre tem resistência com as revisões, mas que depois vai aceitando e vendo como em muitos casos, realmente, a revisão ajuda ao texto final.
A impressão que eu tenho - até analisando as críticas que recebi pelo que já escrevi (poucas, infelizmente) - é de que o ego é maior do que o resultado. O escritor não está interessado em críticas, opiniões, evolução. Ele quer ficar no canto dele, escrever o que lhe apetece, mandar os que não gostam pastar e ser gentil e dar autógrafos para quem gosta.
E, infelizmente, isso é a raíz dos grupelhos e dos pseudo-movimentos que infestam a literatura - e outras artes/meios também. O ego exacerbado daqueles que produzem, conduzindo a criação de grupelhos que criticam uns às obras dos amigos dos outros, mas sem jamais realmente criticar as obras de seus próprios amigos. Afinal, esse sempre foi o motivador para grupos, tanto em animais como em seres humanos: proteção mútua para fins de sobrevivência.
Algo me diz que eu sou um parvo por não aceitar nem me unir a isso nem deixar de lado algumas críticas que julgo justas/importantes. Talvez isso afaste alguns "amigos" - melhor agora do que mais tarde - e talvez isso gere uma avalanche de críticas/retorno negativo para mim. Mas, coadunar com esse comportamento não me parece certo, não era o que eu buscava.
Portanto, às favas com o resultado final, hora de manter o plano e ver no que dá.
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