Por Brian Greene
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Greene - um físico conhecido como um dos principais acadêmicos da "teoria das cordas", escritor de "O Universo Elegante" e "O Tecido do Cosmo" - escreve com simplicidade sobre o estado do nosso conhecimento atual sobre o tempo. Isto é: não sabemos, realmente como ele funciona.
Partindo de um histórico que é, basicamente, Einstein e utilizando analogias inteligentes e simples, Greene demonstra que avançamos pouco no conhecimento do tempo e que hoje supomos que ocorre mais ou menos como a temperatura em nosso corpo. Isto é, quando os átomos e moléculas estão se movendo rápido, sentimos calor; quando devagar, sentimos frio. Porém, não sabemos quais seriam essas "unidades" que operam o tempo e nem como manipulá-las e como elas afetam a experiência de tempo que temos.
Talvez, essa seja a grande sacada do artigo: o tempo é algo mensurável, mas é uma experiência ou, nas palavras do autor, um "fenômeno emergente". O artigo é curto e a leitura é simples, não confie apenas na minha interpretação do que li - vá lá e confira por si próprio. Vale a pena.
Por David Toomey
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Toomey não é famoso como Greene, porém seu artigo põe em perspectiva o eterno sonho - e eterno tema da literatura de ficção científica - de viajar no tempo. Partindo, novamente, de Einstein (é possível ter outro início, quando se fala no tempo, em termos de ciência?) o físico explica o interesse que surgiu quando Carl Sagan investigava como realmente poderia acontecer uma viagem no tempo para seu roteiro de filme/livro "Contato".
A teorização de Kip Thorne sobre os buracos de minhoca (ou verme - no inglês, "wormhole") a pedido de Sagan agitou a comunidade científica provocando uma avalanche de artigos e teorias sobre máquinas do tempo e viagens temporais. Lembro de ler muito sobre isso em revistas como a SuperInteressante, que ecoavam de forma simples e legível para seres humanos parte das teorias "da moda".
Toomey mostra como o interesse cresceu e decaiu, com a compreensão de que, sem a "Teoria Unificada da Física", qualquer teorização sobre viagens no tempo seria mera especulação, provavelmente inútil. Não que todos os cientistas concordem, porém a maioria está em busca de entender e unir as teorias de Einstein e da Mecânica Quântica. Momento no qual - tanto Toomey quanto Greene concordam - muito da mecânica do tempo será esclarecida.
Por Paul Maidment
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Maidment faz uma avaliação histórica e funcional do valor do tempo. Note, valor não tem necessariamente a ver com preço e nem com dinheiro. Analisando o quanto o tempo sempre foi importante para a cultura humana - até ser objeto recorrente de livros de auto-ajuda, especialmente empresariais, nos dias de hoje - o texto segue verificando o quanto sobre ou subestimamos o tempo, finalizando com um chavão básico da auto-ajuda sentimental que é quase inescapável...
Por David M. Ewalt & Blair Ellis
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O "medidor de tempo" tenta dizer o quanto o seu tempo vale. Por ele, fiquei sabendo que meu tempo "vale" mais ou menos metade do que vale o de um trabalhador estadunidense comum. Espero que quando estiver trabalhando fora do país, isso mude um pouco!
Por Tim Powers
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Quando eu já pensava "ué, um especial sobre o tempo e nenhum artigo de um escritor de ficção científica?" eis que surge este divertido e despretensioso texto de Powers. Partindo do fato de ter nascido em um 29/fevereiro, o escritor desmonta nossa ligação tão cômoda com a "cronologia" em nossas vidas.
Por David A. Andelman
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Adelman, editor-executivo da Forbes, analisa como o momento histórico e tecnológico do acordo de Versailles resultou em um tratado que até hoje dá dor de cabeça ao mundo, especialmente se comparado ao tratado que ainda hoje funciona para a Bósnia (Acordo de Dayton). Guardadas as proporções dos dois conflitos, Adelman verifica como o timing e a possibilidade de comunicações eficientes, rápidas e seguras nos dias de hoje acelerou a negociação e adoção de um tratado costurado de forma muito mais bem informada que o de Versailles. Um artigo interessante aos que se interessam por história e aos que esquecem o quanto a tecnologia evoluiu em coisa de apenas 100 anos.
Por Parmy Olson
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Falando sobre o relógio na catedral de Salisbury, conhecido como o relógio mecânico mais antigo do mundo ainda em funcionamento, Olson escreve um texto árido e chato, falando por alto de relógios de sol e água e descrevendo o funcionamento do relógio. Uma abordagem bem rasa de como o relógio pode ter afetado os paroquianos, quando de sua instalação, completa o texto mais decepcionante desta série.
Por Nicola Ruiz
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Descrevendo o mercado de colecionadores de relógios - e seus valores, chegando a absurdos (para mim, ao menos) 250.000 USD - este texto, que tinha tudo para ser seco e chato, acaba sendo uma descoberta gostosa, com link para um web-site de aficionados e para uma galeria: By The Numbers: The World's Most Expensive Watches.
Por Elisabeth Eaves
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Passando por alto pelas questões filosóficas sobre "o que" é o tempo, Eaves tenta pintar um cenário com declarações tão diferentes quanto de religiosos e físicos, gurus de auto-ajuda e médicos, sobre o que é o tempo. O resultado é um mosaico interessante porém previsível. O artigo vale especialmente por seus links e pelo quadro In Their Own Words: 14 Experts On Time.
Por Lionel Laurent
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Um debate interessante, mediado pelo autor, entre dois físicos que prevêem "destinos" diferentes para a nossa percepção de tempo. Embora ambos concordem que o tempo é, na realidade, apenas algo que existe na nossa percepção, Rovelli defende que uma xícara que cai e se quebra pode sim voltar para a mesa e reconstituir-se - isso só é muito improvável. Já Le Poidevin demonstra que o tempo pode não existir, mas existe uma relação de "causalidade" - batemos na xícara, ela cai e se quebra. O que "causaria" ela voltar para cima da mesa e se reconstituir?
O debate é frágil pois tudo que o sustenta são teorias, não comprovadas inclusive sob parâmetros matemáticos, quiçá práticos. Porém, novamente, a Teoria Unificada entre a Mecânica Quântica e a Relatividade pode decidir a parada - apenas não sabemos quando e nem como...
Por Steve Almond
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E, ainda bem, a coleção de artigos termina de forma extremamente bem humorada e divertida com este texto de Steve Almond!
Brincando com o "fim do tempo" em termos de cultura norte-americana, Almond refere-se ao relatório que declara que "O tempo acabou"... para "o aquecimento global", a "água", os "jornais diários" e o Shaquille O'Neal, entre outros. Boas referências e frases, três destaques:
"Federal officials concede that the new report is disturbing, but they are urging citizens not to panic. Or, if they must panic, to make it appear as if they are dancing."
"Jose Rivera, a mechanic from San Antonio, didn't see what all the fuss was about. 'Time is money, right? So just print more.'"
"Some religious leaders seized on the report as proof that the end days are near. Television minister Joel Osteen said he plans to rush to print a new book, Why God Wants You to Profit From the End of Time."
No geral, uma ótima coletânea de artigos, especialmente aqueles com foco científico e político.
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