Fernando S. Trevisan - Leituras


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Fernando S. Trevisan
2007-2008
Arquivos (mês.ano)

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Lendo
Na fila de leitura
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Em Leituras
@ 9.11.08 05:54

A partir de:
www.maratonahq.com.br

Sexta-feira, 7 de novembro, às 22h, começou a edição 2008 da Maratona HQ na Devir. Apesar do nome é um evento com RPGs, livros e quadrinhos. Estive lá de, aproximadamente, 22h30 até 5h30 de sábado.

Bom

Rolou palestra da Martha e da Giulia. As duas são sempre muito atenciosas e simpáticas - além de serem excelentes escritoras (e sim, eu li livros delas, falta só resenhar). A programação tinha ainda oficinas, palestras, sessões de autógrafos, venda de fanzines...

Os descontos eram excelentes e o espaço que a Devir disponibiliza é ótimo - o grande galpão que eles usam desde que mudaram da "casinha" onde atendiam nos idos dos anos 90.

As mesas de RPG estavam em espaço separado, evitando portanto que a barulheira do evento atrapalhasse os jogadores - e vice-versa, claro ;) O jogo que o Leandro R. Fernandes narrou foi muito bom, apesar das regras pentelhas do CoC...

Ruim

Fui preparado para gastar uma graninha, especialmente se houvesse parcelamento nas compras (para tristeza da minha conta bancária, havia). Mas, qual não é minha surpresa ao perceber que, apesar do anúncio de que "TUDO" estaria com desconto, não consigo sequer encontrar o que eles dão como disponível no site.

Veja, por exemplo, a série Incal, de Jodorowsky e Moebius. Apesar do volume 1 aparecer como disponível no site, lá no evento ele não estava e não tinha como encomendar - "esgotado", disseram. Não dá pra entender: o site está mentindo, então? Qual a lógica de não vender justo o volume 1 num evento desses? Perderam coisa de 80 reais que eu gastaria lá, só nessa. Não vou comprar volume 2 e 3 de uma série sem ter o primeiro - pelo que pude notar, outras pessoas tinham a mesma

E esse é só um exemplo - não encontrei Fábulas - Revolução dos Bichos, os 3 volumes de Estrada para Perdição e 10 pãezinhos - Meu coração não sei por que. Montei uma pré-lista antes de sair de casa consultando no site - parece óbvio, né? - mas me dei mal.

Outra: é legal ter palestra - mas ela começar com 1h de atraso, não é não. O que me lembra: e a divulgação? Só fiquei sabendo em cima da hora, terça ou quarta-feira. Os sites especializados - tipo o 4mundo - só avisaram na sexta-feira. É complicado fazer um evento desse porte e não divulgar com alguma antecedência.

Por fim, passei a madrugada lá jogando RPG... ou quase. Como a Devir não forneceu comida - apesar de divulgarem que a partir da meia-noite haveria "café da manhã", tudo que havia era café e pão com patê - tivemos que pedir do Habib's, que demorou mais de 1h para vir.

O pessoal que estava lá e freqüentou as outras edições disse que, antigamente, era pizza e coca-cola à vontade. E que havia mais do que 3 parcas mesas de RPG para o pessoal jogar. Considerando que após a meia-noite ficávamos praticamente "ilhados" lá, não foi algo legal essa redução no serviço. Tenho certeza que todos ali pagariam para entrar no evento em troca de mais atenção nesses detalhes por parte da Devir - é só lembrar que na FestComix todo mundo paga 5 reais para entrar sem contra-partida alguma.

No final das contas, o evento vale pelos descontos - se você tiver um meio de ir e voltar da Devir depois da meia-noite. RPG, prefiro jogar em algum lugar com conforto e, especialmente, comida...

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Em Leituras
@ 22.10.08 12:22



Book porn é um termo utilizado quando críticos, resenhistas e apreciadores recebem ou compram novos livros, para que as pessoas antecipem as resenhas que virão. Ou é exibição, mesmo, mas enfim...

Foto das aquisições recentes

Acima, aquisições recentes, livros devolvidos que ainda não li e, principalmente, o resultado da FestComix que rolou até domingo passado...

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Foi um verdadeiro stack overflow (pare com o mouse sobre a palavra ou termo que tiver dúvida e estiver em itálico - aparecerá uma breve explicação). Dois dias de informações, pessoas, idéias e debates muito interessantes.

Apenas não participei da oficina "A Escrita em Ficção Científica Brasileira", do Roberto de Sousa Causo, no domingo; mas anotei as quatro mesas de debates e o Pecha Kucha Night (PKN, ou "noite do burburinho"), que foi um "final" exemplar para o evento.

Este é o primeiro de uma série de sete textos sobre o Invisibilidades II; nos próximos, abordarei cada mesa em separado, o PKN e por fim farei uma análise final, considerando a repercussão do evento em textos de outras pessoas.

Sem enrolar mais, a visão geral foi de que o evento valeu muito. Algumas mesas foram excelentes, outras tiveram alguns problemas, mas mesmo estas foram interessantes e geraram debate na platéia e para além dela.

O número de pessoas que assistiram - comparado ao pouco que vi do primeiro evento, em 2006 - foi drasticamente superior, certamente resultado da excelente divulgação combinado a um conjunto de temas mais atraentes e ao excelente momento do mercado de FC nacional. On-line, o primeiro invisibilidades (então "invisibilidade") rendeu cerca de 300 citações (confira aqui), incluindo links de divulgação. O Invisibilidades II, usando o mesmo critério de busca, já está em mais de 14 mil citações (aqui).

Se isso não é medida de sucesso suficiente (público e repercussão), vale lembrar que foi uma edição bastante heterogênea: desde escritores tão diferentes quanto Max Mallmann, Braulio Tavares, Octavio Aragão, Fausto Fawcett e Antônio Xerxenesky - para citar apenas alguns - até a participação de editores (a lamentar a ausência da Aleph e Devir) e pesquisadores do gênero em suas diversas formas (como Adriana Amaral, Alfredo Suppia e Rodolfo Londero).

Claro que nem tudo são rosas: infelizmente o velho embate entre pessoas do "fandom" ressurgiu; mas aqui uma postura do curador fez com que eu repensasse a minha própria: em conversa com Fábio Fernandes, ele foi claro ao dizer - e comprovar, pela composição do evento - que está passando por cima dos problemas que o fandom já teve e que quer criar espaço para todos.

As pessoas envolvidas têm seus motivos - realmente sérios, dos que sei - e não vou deixar de repudiar os atos que conheço e sei que são mais que condenáveis: são coisas de gente mau-caráter, mesmo. Mas, em prol da FC&F nacional, que precisa de todo e qualquer incentivo, estou deixando de ignorar determinadas contribuições e de atacar certas iniciativas. Não estou cobrando postura semelhante, nem condenando ninguém; cada um age como lhe cabe - inclusive eu.

Voltando aos pontos positivos, além dos debates, tivemos o PKN, que foi excelente e valeria, sozinho, pela apresentação em vídeo do Alfredo Suppia - que ele prometeu disponibilizar no YouTube, estou na espera! A curadoria do Fábio Fernandes foi impecável - e quero destacar uma postura que valorizo bastante, por considerar ética: o Fábio foi quase "invisível" no evento, deixando o destaque para os participantes das mesas, das quais ele não participou. Seria muito saudável ao gênero se todos os curadores/editores tivessem a mesma isenção.

Também foi um bom evento em publicações: ganhei uma cópia "beta" do fanzine Overclock (cortesia do Rodolfo Londero), comprei a edição 1 do Fabulário em português e em inglês, ganhei uma revista UFO (cortesia de Renato A. Azevedo). O Jacques Barcia aproveitou para lançar, sem muito alarde, a Terra Incógnita. Dois lançamentos foram confirmados: "De Roswell a Varginha" - de autoria do já citado Renato A. Azevedo - e o "Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica", pela Tarja Livros; a Giz Editorial anunciou que em breve terá um novo livro de Miguel Carqueija no mercado.

Há de se notar também a organização e atenção da equipe do Itaú Cultural, que se desdobrou para atender às demandas de última hora conforme possível (esperamos wifi no Invisibilidades III, em 2009, além de umas tomadas perto do palco, por favor ;). Todos foram muito gentis e quero agradecer nominalmente à Larissa Corrêa, ao Ricardo Shimabukuro Tayra e à Patrícia Hellena, além do sempre solícito Guilherme Kujawski, claro. O Itaú Cultural ainda tem o bom gosto de utilizar ColdFusion em seu web-site, yay! :)

Por fim, como todo evento desse tipo, um dos "charmes" é o contato com as pessoas da área e nisso, especialmente para mim, o "Invisibilidades II" foi fantástico. Almocei e tomei chope com o Braulio Tavares - escritor que admiro muito e que não canso de citar aqui - e com o Max Mallmann - outro escritor com justo reconhecimento dos fãs. Conheci a Adriana Amaral "ao vivo" e o pessoal do Fabulário Zine; além de reencontrar amigos, conhecer pessoas novas da comunidade de ficção científica do Orkut, entre outros atrativos de amizade e "networking". Não citei aqui nem um décimo das pessoas cuja companhia tive o prazer de compartilhar durante o evento!

O saldo geral foi extremamente positivo: segunda de madrugada - chegando em casa após o chope de "fim-do-evento" - acabado (precisei de três dias para me recuperar) mas feliz, fiquei com aquele gostinho de quero-mais. É nesse espírito que parto para os próximos relatos, que devem aparecer por aqui no máximo semanalmente, conforme possível.

Isso não significa que o Leituras passará esse tempo todo apenas na expectativa dos relatos do "Invisibilidades II". Tem um novo Leituras Web (o #11) para sair, o novo portal do CLFC em fase final para publicação, novas resenhas no forno, entre outras novidades. Fique ligado e obrigado pela leitura!

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Em Leituras
@ 19.9.08 22:30

Novamente as mini-resenhas de leituras ecléticas, avisos, eventos e outros "tidbits" de informação.

O último Tatooiniano Virgem

Por Clinton Davisson
www.hegemonia.com.br

Clinton não perde sua veia cômica com este conto divertido - dividido em três partes, atente para os links ao final da página - situado no universo de Star Wars, anterior aos três últimos filmes mas posterior aos três primeiros (falando em cronologia referente ao universo Star Wars, não ao lançamento dos filmes). Nele, um jovem, infeliz e inseguro Luke Skywalker só pensa em como fugir do tédio para uma vida de aventuras, quando é arrebatado para uma delas, aquela que vai acabar com sua virgindade... Vale conferir!

O Santo da Maldade em prol do Dragão Guerreiro - Uma biografia não-autorizada do cinema nacional

Por Alexandre Lancaster
terrorcon.blogspot.com

Por alguma falha entre os fechar-e-abrir do Firefox com mais de 50 abas abertas, o texto do Lancaster se perdeu e eu não "mini-resenhei" ele no "Leituras Web" anterior. Uma intrigante versão da história do cinema nacional é desenhada neste conto, acusando a esquerda ingênua de se deixar levar por propósitos que iam contra a arte, sufocando-a sob o discurso político. O conto perde um pouco por ser "panfletário" demais, mas a polêmica é ótima e é inegável que grupos que desejam abolir determinadas formas de expressão artística, sejam quais forem, mais prejudicam do que ajudam qualquer projeto cultural - seja de um povo, nação ou mesmo mídia. Excelente e instigante contribuição do Lancaster aos Terroristas da Conspiração!

Exploradores do Desconhecido

Por Gian Danton (roteiro) e Jean Okada (ilustrações)
exploradoresdodesconhecido.com

Gian Danton, que é um especialista em quadrinhos; e Jean Okada, um ilustrador de mão cheia (o mesmo de "Desvio"), são responsáveis por essa excelente HQ de ficção científica. As primeiras 25 tiras iniciam o leitor na série e dão o gostinho de "quero mais", necessário para tornar qualquer um assinante da série. O link acima é para o primeiro quadrinho, para continuar lendo basta clicar em "Next" ou nas setinhas acima da tira.

The Schroedinger show - A primeira apesentação quântica de rock

Por Carlos Orsi
terrorcon.blogspot.com

Genial conto curto de Orsi, brincando com a mídia, mecânica quântica, ignorância científica e direitos autorais.

The History Behind the Hunt

Por J. M. DeMatteis
www.amazon.com

Em um relato incrível, DeMatteis conta como uma das mais marcantes histórias do Homem-Aranha - "A Caçada de Kraven" - e uma das melhores HQs produzidas em todos os tempos (está fácil nos "top 25", senão nos "top 10") quase foi uma história de outros personagens, como Batman, por exemplo. Uma versão resumida, em português, pode ser lida no Omelete.

É foda existir - Uma ficção fantástica sobre o amor

Por Camila Fernandes
terrorcon.blogspot.com

Confesso que até as últimas linhas, este texto não me agradava. Parei de ler e retomei umas duas vezes. Mas, quando terminei, me arrependi de não ter ficado um pouco mais atento e ido de uma vez até o final. O "TDC" mantém o nível com este incrível texto da Camila Fernandes!

luzes no brinco da moça

Por Ferio
maedhros.livejournal.com

Os probleminhas de revisão de sempre e um desenvolvimento que poderia ganhar com um pouco mais de agilidade mas, ainda assim, um excelente texto do Ferio.

O Monstro da Lagoa

Por Gian Danton
ivancarlo.blogspot.com

Mais um caso de subversão de ícones infantis - ok, não tanto quanto a subversão anterior, mas ainda assim... um bom texto do Ivan Carlo em uma Springfield alternativa.

Sombras - Uma narrativa sombria escrita

Por Maria Helena Bandeira com arte de Leonor Fini
terrorcon.blogspot.com

A Maria Helena conta aqui um conto melancólico, mostrando como é triste a realidade de quem sofre de doenças que afetam a percepção - mesmo com a ajuda da tecnologia para mitigar seus efeitos, ou talvez, devido exatamente a estas tentativas...

Avisos

A Marvel Comics (editora dos quadrinhos do Homem-Aranha e X-Men, por exemplo) criou um web-site com conteúdo de quadrinhos históricos e novas edições especiais. A jogada é interessante, embora eu não veja futuro - o pagamento é mensal e você não pode copiar o conteúdo para seu computador. Ou seja, se parar de pagar, perde o acesso. Pensando no custo de 60 dólares/ano mínimo, é até abusivo da parte deles...

O portal Cranik está com uma promoção cultural em parceria com a Scarium para distribuir três exemplares da última edição, um especial temático sobre lobisomens. Confira e participe!

Esquentam os motores para o Invisibilidades, que acontecerá neste sábado e domingo (20-21/9) no prédio do Itaú Cultural, na Paulista! O blog do evento está com um excelente texto do Fábio Fernandes e dois vídeos: "Olhos de Ver", em que Gerson Lodi Ribeiro, Maria Elisa Cevasco, Roberto Causo e Marcello Simão Branco depõem sobre a "invisibilidade" da FC; "O Decano" mostra entrevista de André Carneiro, por Roberto Causo, Guilherme Kujawski e Claudiney Ferreira.

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  Web #9
Em Leituras
@ 15.9.08 00:30

De volta com a mescla de resenhas de diversos gêneros e formatos, além dos avisos. Divirta-se com a chuva de links!

O Imortal e Eu

Por Clinton Davisson
Começa aqui e continua aqui

Uma excelente crônica - segundo o Clinton, real - onde ele, calouro de jornalismo, conheceu e conviveu por três dias com o imortal Carlos Heitor Cony. A veia cômica do Clinton para descrições e situações inusitadas é excelente.

Ave, Lúcifer - Mutantes (ou A Diabólica Comédia)

Por Romeu Martins
letraevideo.wordpress.com (ou nos terroristas da conspiração); análise sobre o conto e uma nova visão do conto, "Diabólica Perséfone", por Ludimila Hashi

Revolta, traição, guerra e muito simbolismo. O Romeu escreveu um conto fantástico (em ambos sentidos, de gênero e de qualidade) que mereceu uma análise excelente da Ludimila. A bem-vinda e instigante adição feita pela Ludi em "Diabólica Perséfone" traz a sensibilidade feminina para a versão alternativa do conto. Vale conferir o conjunto.

Clockwork Chickadee

Por Mary Robinette Kowal
clarkesworldmagazine.com

Excelente conto de fantasia sobre aceitação, ambição e arrogância. Kowal consegue com leveza contar sua história, sem entregar o final antecipadamente e envolvendo personagens inesperados. Inteligente.

Dance Me to the End Of Love - Leonard Cohen

Por Maria Helena Bandeira
letraevideo.wordpress.com

Um vídeo que casa perfeitamente com um conto belo, complexo e ao mesmo tempo cheio da melancolia do impossível, da nostalgia de tudo que não pode ser. Mais uma excelente contribuição do Letra e Vídeo.

Denise Jones, Super Booker

Por John Scalzi
subterraneanpress.com

Uma fantástica entrevista com uma "empresária de super-heróis", em um conto leve e divertido, com passagens realmente hilárias para quem gosta e conhece um pouco do gênero. Uma das minhas preferidas é: "Super beings haven?t had day jobs since pagers and Blackberries hit the market. There?s no way you can get away from work anymore." Alguém esqueceu de avisar o super-escoteiro...

Cities in Dust - Siouxsie and the Banshees

Por Ricardo França
letraevideo.wordpress.com

Um bom conto de "fantasia científica", como alguém definiu bem nos comentários, retratando um arqueólogo ambicioso em uma ditadura que a mim pareceu semelhante ao sistema egípcio de faraós e um ditador mais esclarecido do que se suspeita. Um bom conto, mas fica a vontade de ler mais nesse universo do Ricardo.

Natal no Olimpo

Por Rogério Amaral de Vasconcellos
www.casadacultura.org

Três personagens improváveis em uma jornada ao desconhecido. O texto aparentemente é um trecho de uma trama maior e, embora ótimo, fica devendo a continuação e outras explicações, que talvez tenham se perdido com o fim do site "SLEV".

Butterfly caught - Massive Atack

Por Eric Novello
letraevideo.wordpress.com

Excelente escolha de música/vídeo, acompanhando de um instigante conto, retratando um ser que, de casulo em casulo, busca conhecimento e vingança... excelente contribuição ao blog coletivo.

Por vós lhe mandarei embaixadores (1-7)

Por Jorge Candeias
porvoslhemandareiembaixadores.blogspot.com

Candeias deu início à postagem on-line de seu romance praticamente dois meses atrás e, embora a história ainda esteja em seus primórdios, já dá pra notar que é uma idéia irônica, poderosa e divertida. A leitura em blocos curtos atrapalha um pouco - motivo pelo qual deixei acumular - mas ainda assim está é uma ficção científica a ser acompanhada.

PHD Comics - Tales from the Road - CERN, pt. 1

Por Jorge Cham
www.phdcomics.com

Famosos, antigos e excelentes, os quadrinhos "PHD Comics" atacam uma série explicativa sobre o LHC (Grande Colisor de Hádrons), a partir da visita feita pelo autor ao CERN, que é a entidade científica responsável pelo LHC. A série começou bem e aguardo ansioso as próximas tiras...

Desvio

Por A. Moraes e Jean Okada
Começa aqui e aqui tem um índice

Tiras são coisas simples, certo? Banais. Aquela parte do jornal que você corre pra ler, antes de se embrenhar no sangue, corrupção e desastre econômico diário, não é? Não são, mesmo! Especialmente neste caso. A dupla de autores consegue, com desenhos e textos excelentes, publicar uma tira conceitualmente complexa e com diversas camadas de leitura, sem ser críptica.

Indicada ao HQ Mix (e o roteirista, também, como revelação), o "oscar" dos quadrinhos nacionais, Desvio fala de física quântica e religião, política e esperança, sonhos e realidade, como diz o autor, é sobre tudo, sem formato ou personagens fixos. Uma pena que o site oficial está para ser desativado, bem como a continuidade das tiras. Mas o 4mundo, linkado acima, está postando todas as 31 publicadas. Confira!

A retradução em Português de Neuromancer, o livro que inspirou a trilogia Matrix

Por Márcia do Carmo Felismino Fusaro
www.uninove.br

Um interessante artigo comparando a primeira tradução de Neuromancer no Brasil, de Maya Sangawa e Sílvio Alexandre, com a nova versão por Alex Antunes - ou nem tão nova, já que a mais recente é de Fábio Fernandes.

Rubro Negrismo Racional - Quem ama, educa

Por Arthur Muhlenberg e Raphael Salimena
colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg

Série em quadrinhos sobre uma escola para ensinar aos jovens a dura arte de ser... flamenguista. Divertidíssimo, para quem é fã de futebol e consegue sacar boa parte das piadas, especialmente referente a rivalidade entre torcidas.

Google on Google Chrome

Por Scott McCloud
blogoscoped.com

O Google inova mais uma vez. Além de lançar um excelente novo browser (ou navegador, um concorrente ao Internet Explorer e Mozilla Firefox), eles explicaram todo o projeto, intenções e funcionamento em uma história em quadrinhos didática, inteligente e divertida, desenhada por um dos "mestres" nessa arte. Vale a leitura!

Presente de Vampiro

Por Giulia Moon
estronho.com.br

Giulia Moon inova nesta história, onde um vampiro ancião (realmente ancião) confronta verbalmente sua tatatata(...)raneta e descobre, para sua surpresa, que os vampiros "teen" podem ter mais sensibilidade do que ele imaginava. Descompromissadamente divertida e original.

O web-site onde a história apareceu sofre de "Joomla" e, nas minhas tentativas de acesso, ficou fora do ar, não aceitou meu comentário e só voltou a funcionar cerca de 20 minutos após a primeira tentativa. Uma pena, já que o conteúdo, a julgar pelo conto da Giulia, é muto bom.

O Portador da Luz (Pt. 1)

Por Nelson Magrini
fontesdaficcao.wordpress.com

Magrini inicia de forma interessante sua mini-série com um pregador prestes a deixar a cidade em que vive, um ambiente triste, desértico. A caminho de sua última pregação naquele local, ele reflete sua missão e o leitor fica na expectativa das próximas partes, para entender mais desse mundo e de seu protagonista.


Especial Terroristas da Conspiração

Foi tanto tempo desde o Leituras Web #7 (três meses) que as leituras acumularam e o Terroristas da Conspiração foi o blog mais ativo, divulgando contos de diversos autores nacionais. Esta seção é dedicada às mini-resenhas sobre os textos publicados no período - menos os contos e análises "diabólicos" do Romeu e da Ludimila, que já foram "mini-resenhados" acima. Divirta-se!

O Segredo - Uma missão de espionagem industrial

Por Jessie Spiner

Existem algumas coisas que aguçam a imaginação e o medo de conspirações nas pessoas; o que há biblioteca do Vaticano? O que esconde a Área 51? E... qual o segredo da coca-cola? Neste conto curioso, os heróis vão atrás de um dos segredos mais bem guardados do mundo moderno...

Plano Infalível - Quase uma ficção alternativa

Por Romeu Martins (assistência técnica de Ludimila Hashi)

Excelente e divertido conto, que poderia figurar facilmente em um "Terroristas da Corrupção". Desde o título até o conteúdo extremamente bem pensado, as referências pipocam e, ao menos pra mim, foi chocante ir entendendo de onde veio - e para onde ia - a história.

A menina e o palhaço - Uma paranóia de infância

Por Clinton Davisson

O Clinton prova que, além de sua excelente veia cômica, pode ser um escritor aterrorizante... ótimo!

Outros segredos - A metacontiuação do conto "O segredo"

Por Leonardo Siviotti

Evitando soltar um palavrão dos cabeludos aqui (embora tenha soltado um em meu comentário lá no blog), este é um dos melhores contos do "Terroristas". Descobrir um segredo não é nada, revelá-lo é que pode trazer conseqüências funestas... o protagonista (!) que o diga!

Filho de deputado morre sob encomenda - Cobertura jornalística de um crime político na cidade de Big Field

Por R. R. Londero

Um estagiário atrás de seu maior furo; o assassinato do filho de um dos líderes políticos; uma corrida louca - de ônibus - para falar com velhos que jogam dominó, camelôs e travestis. Esses são os elementos do curioso conto de um "universo" interessantíssimo que o Londero inventou - vale ler os comentários para ter chaves de interpretação/inspiração do conto.

A revolução dos bichos - Um novo tour pelas ruas de Big Field

Por R. R. Londero

Mais uma incursão no território de "Big Field", onde "agroboys", gangues de índios motociclistas e novos-ricos entediados formam um bizarro cenário social.

Eu mesmo - Um thriller psicológico e especulativo

Por Maria Helena Bandeira (inclusive as ilustrações)

Excelente republicação de um conto da saudosa Isaac Asimov Magazine - que eu, infelizmente, era novo demais para acompanhar. Ficção científica e psicológica de qualidade, com uma ilustração ótima e apropriadíssima da própria autora.

Correndo nas sombras - Uma saída feminina para uma cybercaçada

Por Ana Cristina Rodrigues

Homenagem da Ana ao sistema de RPG/video-game ShadowRun, este excelente "Correndo nas Sombras" apresenta uma personagem e situação clássicas - a menina mimada fugindo para a vida de aventuras longe da proteção paterna, o cara bonito contratado para capturá-la e devolvê-la ao pai - mas passa longe do lugar-comum.

Em camadas - Uma experiência sinestésica

Por Fábio Fernandes

Eu não digo que o Fábio é onipresente? Agora temos uma excelente participação no "Terroristas", republicação de um conto de seu livro "Interface com o Vampiro", onde o mundo em que o protagonista vive inesperadamente muda de forma surreal, "kdickiana".

O homem atômico - Uma lenda urbana paulista

Por Cristina Lasaitis

Eu sou fã confesso da moça desde que li este conto no "Visões de São Paulo". O Homem Atômico é uma fábula inteligente sobre lendas urbanas, descaso com a ciência e inexistente auto-estima do brasileiro. Mas é também uma bela demonstração de como a ciência pode maravilhar e destruir ao mesmo tempo.

O espelho do rei - Uma trama niilista

Por Maria Helena Bandeira (projeto visual incluso)

Maria Helena apresenta uma fábula futurista de um príncipe - futuro rei - que atravessa universos, conhece os mais diversos seres e viaja no tempo para descobrir, enfim, o sentido da vida. Inteligente e instigante, ainda que um pouco melancólica.

Vingança - Uma amostra do que os Terroristas fazem com quem falha com eles

Por Romeu Martins

Um novo conto no universo original dos "Terroristas da Conspiração", um inventor enfrenta sua esposa e um perigo ainda maior - sem nem desconfiar. Um conto que mostra como os "Terroristas" agem e as conseqüências de dizer "não"... ou mesmo "sim", para eles.

Franco-atirador - Reflexões edipianas de um fuzileiro

Por Tibor Moricz

Mais um excelente conto do Tibor, tocando - como é especialidade dele - em um tema polêmico, neste caso, a relação sempre conflituosa entre mãe e filho. Durante a guerra, um atirador de elite - um sniper - observa sua próxima vítima se aproximar e reflete sobre a infância e sua família.

Folha Imperial - O que aconteceria se a conspiração republicana tivesse falhado?

Por Ataide Tartari

Uma fantástica viagem por um Brasil imperial em muito diferente dessa nossa república confusa... mas ainda com todo o "jeitinho brasileiro".

O homem bomba - Um atentado espacial

Por Ana Cristina Rodrigues (arte de Estevão Ribeiro)

Excelente conto da Ana que, se não me engano, já havia aparecido no antigo Portal do CLFC. Uma cientista que trabalha com soja transgênica depara-se com um homem que afirma ter uma bomba, pronta para explodir as plantações de soja. Mal sabe ela que os terroristas tem outros planos...

Para Nunca Mais Ter Medo - A história do homem que matou a morte

Por Fábio Fernandes

Um conto clássico - e excelente - do Fábio "o onipresente" Fernandes, que foi publicado originalmente na (hoje famigerada) Dragão Brasil, está disponível no Overmundo e é sempre uma ótima leitura.


Avisos

Fábio Fernandes, o onipresente, apresenta uma excelente entrevista com Octávio Aragão, comemorativa dos 10 anos da Intempol, no "Cybercultura", wiki/enciclopédia do Itaú Cultural.

Ok, deve ser novidade apenas para mim, mas é sempre bom relembrar: Giulia Moon e Martha Argel, escritoras paulistas de fantasia e horror (muito conhecidas pelas histórias de vampiros, mas que não fazem "apenas" isso). Muito material interessante disponível, vale conferir!

Saiu a primeira edição do Terrorzine, com participações das já citadas Martha Argel e Giulia Moon, além de Nelson Magrini, Nazarethe Fonseca, entre outros. Há também um chamado para contos e colaborações, confira.

Eric Novello, que já citei na edição anterior do Leituras Web, está adicionando conteúdo quase que diariamente em seu site Fantastik. Um que merece destaque é um teste de teaser comercial para Innatu, filme com roteiro do próprio Eric. Mesmo sem sons e sendo apenas um teste do formato, já é uma boa prévia do que está por vir.

Preparado por brasileiros, um poster de divulgação científica bastante interessante foi impresso e enviado a todas as escolas de ensino médio do país. Não saiu na mídia, não deu matéria de destaque em lugar nenhum, mas é uma iniciativa fantástica. Descobri no MeioBit e você pode ver e fazer download do poster aqui.

Na mesma nota, o MeioBit indicou o agregador de conteúdo/"condomínio de blogs" Lablogatórios que reúne blogs com tema e objetivo de divulgação da ciência. Excelente dica!

Após o sucesso da edição do RJ, a JediCon de SP está chegando - e com elas diversas atrações, entre elas a presença do CLFC com vendas de livros nacionais de FC e autores autografando, além de palestras, exibição de vídeos, etc. A Adri Amaral também avisa da JediCon de Curitiba. Para a de SP, que será realizada em outubro, as camisetas-convite já estão à venda. Fique ligado!

Está "em cima" mas não custa avisar: este ano, nos dias 20 e 21 de setembro, acontecerá novamente o "Invisibilidades", evento que discute a ficção científica aqui no Brasil à luz da FC mundial. A programação - que terá inclusive um Pecha Kucha Night - e outras informações podem ser conferidas no blog invisibilidades.

Acontecerá também em setembro a Feira de quadrinhos e cultura da USP, com duração de três dias (24-26 de setembro), no restaurante da USP.

O evento "Fontes da Ficção" aconteceu dia 29/agosto e um bom relatório dele pode ser lido aqui. Um boa dica é o blog Fontes da Ficção, que estréia aqui no Leituras Web com a primeira parte da mini-série de Nelson Magrini (conf. acima). Espero pelos próximos, pois neste infelizmente não pude estar presente.


E com isto finaliza este longo Leituras Web #9. Espero que o próximo não demore tanto a sair, a fim de não acumular tanto conteúdo para você, leitor. Obrigado pela leitura e até lá!

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Em Leituras
@ 30.7.08 10:00

Durante e depois de ter escrito os artigos anteriores sobre a FANTASTICON, estive em uma maratona de trabalho que não me deixou fazer quase nada mais, a não ser acompanhar as listas e blogs - e olhe lá; na seqüência fiquei bastante doente mas já estou me recuperando.

Só que, desde a publicação do primeiro artigo, surgiu a idéia de fazer um "pós-escrito" sobre a parte pessoal do evento e sua repercussão on-line. Vamos a ele.

Outras resenhas

Muita gente falou da FANTASTICON 2008. Na comunidade de Ficção Científica do Orkut, por exemplo, houve um tópico especialmente sobre ela com mais de oitenta mensagens e muitos participantes colocando fotos nos álbuns de seus perfis.

Na web "afora", algumas resenhas pipocaram, como a da Ludimila Hashimoto que, embora ela classifique como "chapada", foi muito boa: uma impressão bastante pessoal sobre o que rolou por lá, complementada com a reprodução - autorizada - do ótimo relato sobre o sábado, primeiro dia do evento, por Ivo Heinz.

Nazarethe Fonseca, escritora de "Kara e Kmam", também "resenhou" o evento em seu blog, que foi "repostado" por Alex de Souza no site "No Minuto".

Giseli Ramos também deu sua opinião sobre o evento; Fábio Fernandes por sua vez - infelizmente! - não fez um relato pessoal, mas agradeço imensamente a citação dele aos meus relatos.

Para fechar as resenhas que surgiram, o Luiz Pires do Fabulário Zine fez um artigo em três partes sobre as palestras e sobre o evento como um todo, bem interessante e com fotos: primeira, segunda e terceira (final). O Luiz conseguiu colocar em palavras a sensação que eu tinha sobre os "eventos paralelos", dos quais reclamei na primeira parte dos meus relatos, falando sobre palestras que começavam enquanto outras ainda rolavam - realmente, uma boa solução seria "intercalar eventos", sem sobrepor, como ele sugeriu.

O "lado pessoal"

Depois de honrar as outras resenhas, acho que compete falar um pouco do lado pessoal do evento. Em primeiro lugar, é sempre ótimo rever os amigos (Ivo, Cris, Octávio, Gerson, Ana, não vou conseguir listar todos) e conhecer um pessoal novo, como a Nazarethe que eu já citei, o pessoal da Hoplon (responsáveis pelo Taikodom), o Flávio Medeiros (autor do excelente Quintessência) e um pessoal da comunidade de FC do Orkut.

A cervejada de sábado a noite também trouxe papos ótimos sobre FC, o fandom atual e "histórico", projetos novos que estão aparecendo dos participantes, etc. Estavam lá o Gerson Lodi-Ribeiro, a Ana Cristina Rodrigues (presidente do CLFC), o pessoal da Hoplon que eu já citei (Tarqüínio, Maria Emília, Jacque, Roctávio), um pessoal da comunidade de FC (Huguinho, Jorge, Ricardo), Octavio Aragão, Jacques Barcia, Flávio Medeiros, Marcelo Galvão, Clinton Davisson, Aguinaldo Peres, entre outros que eu certamente devo ter esquecido.

Circulei muito pelo EIRPG, também, especialmente com o Ivo Heinz no sábado e encontrando poucos amigos - infelizmente! Será que o pessoal todo já abandonou o RPG? - um deles o Leandro R. Fernandes, colaborador do Fabulário, que estava com alguns livros que "comprei" através dele há meses (desculpe por isso!); o Richard Diegues (da Tarja Livros) e a sempre sorridente Verena Peres, entre outros.

Fiquei decepcionado com o EIRPG: nada de "grandes ofertas" e descontos, pouquíssimos livros e quadrinhos disponíveis, nenhum ou quase nenhum lançamento... senti uma queda substancial do ano passado para este, com a Devir/Terramédia "dominando" a venda de itens em seus já conhecidos "preços abusivos" - minha opinião.

Outra coisa decepcionante no EIRPG foi a proibição que o pessoal da OPELF enfrentou de vender os livros da Cristina Lasaitis e da Nazarethe Fonseca, entre alguns outros, que não estavam disponíveis por nenhum outro comerciante no EIRPG, mas que ainda assim proibiram pois o estande deles era do tipo "não comercial". Entendo que deve haver um contrato e restrições, mas eles não estavam realmente ali para fazer comércio e sim para divulgar a OPELF e conseguir arrecadar uma grana para ajudar a organização deles - tanto é assim que a organização do EIRPG permitiu que vendessem o fanzine. Se o fanzine pode, por que os livros não?

Respondendo comentários e agradecendo

Na comunidade do Orkut, o Aguinaldo sugeriu e a Ana deu esperanças de um "repeteco" das palestras em outro evento, vamos "aguardar e confiar"! O Ricardo - ainda na comunidade FC no Orkut - sugeriu que eu faça outras resenhas de eventos sobre literatura fantástica: elas virão, conforme eu participe dos eventos, e ficarão agrupadas sob a etiqueta evento.

Por fim, agradeço novamente a todos que comentaram/recomendaram os textos, confesso que não esperava a repercussão e fiquei feliz que os relatos serviram tanto para quem não estava presente - que era meu público-alvo - como para quem estava.

É isso. E agora volto com a programação normal do blog: ainda esta semana, resenha de "Fábulas do Tempo e da Eternidade" de Cristina Lasaitis e a edição #8 do "Leituras Web"! Na seqüência, resenhas de "Zigurate" de Max Mallmann e "Quintessência" de Flávio Medeiros Jr. Até lá!

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Em Leituras
@ 13.7.08 01:35

Veja também:
"PS"
Continuando a série de artigos sobre a FANTASTICON 2008... se você chegou aqui agora, leia a Parte 1 e a Parte 2 primeiro.

"Um olhar sobre a literatura fantástica atual", Fábio Fernandes, Guilherme Kujawski, Jacques Barcia e Sérgio Kulpas

Quero iniciar este texto dizendo que é impossível dar uma descrição tão detalhada quanto a que fiz da palestra do Octavio. Em primeiro lugar, não foi uma palestra "linear", com um conteúdo específico: foi muito mais um debate aberto, com interferência constante (e geralmente positiva) do público e troca de idéias entre os palestrantes - importante dizer que não há julgamento de valor aqui.

A mesa/palestra teve início com uma longa exposição - embora de forma alguma cansativa - do Fábio Fernandes sobre o "New Weird" e o novo na ficção científica. É preciso dizer que, apesar de ser uma mesa sobre a "literatura fantástica atual", falou-se muito mais em FC e um pouco de fantasia, sendo que os outros gêneros praticamente ficaram de fora. Novamente, isso não foi ruim!

Um dos primeiros livros citados foi "Perdido Street Station", de China Miéville, autor britânico. Comparado por Fernandes com "Neuromancer", de William Gibson - autor no qual o palestrante é especialista - devido a quebrar paradigmas então vigentes na literatura fantástica. A história envolve ficção científica, steampunk, magia e mitologia; sendo um exemplo perfeito da "New Weird".

Fernandes deu continuidade a sua fala com um clamor aos escritores que busquem e criem novos referenciais além dos clássicos como Clarke, Asimov e Heinlein - sem ignorá-los, claro - no que foi secundado por todos os participantes da mesa; que é necessário ler tanto para ter referências ("e por que não absorver estilos alheios? Por que não se influenciar?") e também para não "plagiar", para realmente inovar. Contraditório? Não: é assim que tudo vem sendo feito há tempos, como bem destacou o Octavio na palestra de sábado.

Conforme a globalização avança, ainda segundo o palestrante, devemos ter mais obras inovadoras de povos que tinham sua produção "represada" até agora, como os chineses, indianos e dos países do leste europeu. Não apenas a produção, mas também os temas estão globalizados, sendo um sinal disso os livros "River of Gods" e "Brazyl", ambos de Ian Mcdonald, ganhadores do Prêmio da Associação Britânica de Ficção Científica e indicados ao Hugo Award.

Se autores britânicos podem escrever sobre a Índia e o Brasil - e o melhor, com qualidade, sem cair nos clichês - por que não podemos escrever sobre o medieval? Por que não explorar os temas, os países, o mundo? Se houver inovação, não há motivo para limitar-se.

Desta análise a conversa focou no mercado nacional, que apresenta sinais claros de melhoria. Aumentou a quantidade de livros publicados - ainda que muitos sejam clássicos antigos ou republicações, há muitos novos autores nacionais publicando. Existe um aumento de eventos relacionados aos gênero fantástico - como as mesas promovidas pela Livraria Cultura em SP - e estes têm obtido boa recepção de público, para além do "fandom". Há ainda uma sintomática movimentação on-line, com as comunidades relativas ao gênero tendo participação massiva. Novas revistas, e-zines e publicações exclusivamente on-line também surgem quase que mensalmente.

O Fábio indicou ainda uma mudança de postura, como no caso do autor Nelson de Oliveira com seu "Subsolo Infinito", que é claramente literatura fantástica, publicada por uma grande editora e com boa recepção de crítica, mas que inicialmente não "se assumia" - a velha situação, se é bom, então não é de um dos "gêneros fantásticos". A situação está mudando com seu autor aproximando-se do gênero e desejoso de republicar o livro, agora assumindo o gênero¹.

Por fim, citou que há uma "mudança dos tempos" no "fandom" e nos escritores que participam do mesmo, onde o espaço para discussões inúteis, lamentações e imposição de egos está acabando, dando lugar a produção constante, consciente e, cada vez mais, com qualidade.

Sérgio Kulpas assumiu então, destacando que a FC não tenta "prever" ou "falar do" futuro, mas que ela o molda. Como? Devido a conexão que o gênero tem com tudo o que acontece de novo hoje; como Verne fazia e Gibson faz até hoje: lendo o jornal diariamente, estando a par daquilo que ocorre hoje e extrapolando isso, pensando no que isso significa ou no que isso pode influenciar nos anos futuros.

Guilherme Kujawski, que é um dos organizadores da "Emoção Art.ficial 4.0" e autor de "Piritas Siderais - Um Romance Cyberbarroco", considerou a dificuldade em criar FC hoje, devido a velocidade das mudanças tecnológicas, lembrando novamente de Gibson com seus "Reconhecimento de Padrões" e "Spook Country", que ocorrem nos tempos atuais, abandonando a ficção científica especulativa, pois ela já aconteceu na realidade.

Houve também uma citação que o Kujawski fez referente a um autor que não recordo (e que não consegui anotar a tempo), mas que dizia que existem três grandes problemas que a humanidade precisa resolver: o crescimento populacional, a imposição dos valores ocidentais e o progresso tecnológico¹ e que, resolvendo-se um dos três, os outros dois resolveriam-se por si - e isso poderia ser base para muitas histórias de FC "atualmente".

Kujawski falou também do que considera um problema atual para a FC: a queda para o transcendental; a experiência fora do corpo, o abandono dos problemas e questões de agora para uma solução pós-morte. Há uma tendência para reverter isso - ainda segundo o Guilherme¹ - trazendo uma estética imanente para a arte e, portanto, para a literatura e seus gêneros.

Fábio Fernandes fez um aparte citando o Accelerando, de Charles Stross (que está disponível para download gratuito aqui, em inglês, claro) que trata de um grupo de "realizadores", de pessoas que decidem fazer algo e realmente tomam a tarefa a cabo, mesmo levando séculos para resolver. Assim, o Fábio propõe que os escritores realmente assumam a tarefa de moldar o futuro.

O Jacques Barcia, que até então havia feito apenas alguns apartes e comentários, iniciou uma descrição dos principais "sub-gêneros", por assim dizer, atuais. Iniciando pelo já citado "New Weird", caracterizado pelo surreal; pelo grotesco do corpo, como meio de questionar o real e retratando sempre a cidade, como uma forma de questionar as estruturas de poder. O New Weird teria um componente muito forte de fantasia, porém não escapista e sim entrelaçada com a nossa realidade de alguma forma que a reflita e ainda possa gerar identificação.

Na seqüência ele falou do steampunk como um gênero em alta, senão na literatura ao menos nas animações, cinema, quadrinhos e outros meios mais visuais. Não poderia deixar de ser diferente, pois o steampunk tem uma "levada" muito mais estética do que política e/ou reflexiva, desde sua criação por William Gibson e Bruce Sterling com seu "The Difference Engine". Gerson Lodi-Ribeiro, que estava na platéia, fez um aparte sobre steampunk e história alternativa, mas o Jacques consideruo que steampunk eventualmente pode ser história alternativa, mas não obrigatoriamente, por não haver (muitas vezes) um ponto de divergência bem definido. Da mesma forma, steampunk é exatamente o cyberpunk, porém historicamente deslocado, utilizando tecnologia e estética vitorianas para quebrar com a frieza do concreto, do digital.

Não creio que o steampunk seja forte como literatura, hoje. Porém é forte com certeza como "imagem", como "imaginário". A quantidade de coisas criadas em torno da estética é estonteante, especialmente nos Estados Unidos.

Outros dois temas abordados foram o pós-humanismo, que seria o fim do corpo como conhecemos, sendo algo totalmente diferente no futuro e a new space opera. O pós-humanismo "per si" gera muita polêmica, especialmente em mentes mais "cruas", mas é uma realidade já hoje: quantas pessoas não vivem quase normalmente às custas de modificações corpóreas como marca-passos, próteses e similares? As técnicas de "brain hacking" estão tornando-se constantes em publicações científicas como um debate atual que precisa ser travado. A alteração do corpo por motivos estéticos também já é bastante comum, desde implantes sub-cutâneos até modificações mais extremas como bipartir a língua.

Isso indica que a FC ainda tem sim caminhos a percorrer, mesmo no meio especulativo. Não pude deixar de lembrar de Warren Ellis e seu "Transmetropolitan", onde um rapaz deixa seu corpo para viver como uma "poeira nanorobótica", fazendo "download" (ou "upload"?) de seu cérebro, de sua consciência, para essa "nanopoeira", que ele pode manipular de qualquer forma, inclusive dando aspecto "humano". Neste ponto, todos na mesa foram a favor de boas histórias, com elementos humanos, ao invés da mera "previsão futurística", no que foram aparentemente secundados pela platéia. Outra associação imediata foi com um conto de Cristina Lasaitis, onde o ato de deixar seus "corpos virtuais", pós-humanos, para trazer a "realidade física, limitadora" traz conseqüências funestas aos protagonistas.

A New Space Opera, por sua vez, seria uma atualização de Flash Gordon e Buck Rogers (exemplos), tendo a grandeza, a conquista espacial, grandes impérios com o elemento épico e a estética como chaves para a renovação do gênero. Removendo as "princesas" e o heroísmo maniqueísta original, claro.

Ao final da palestra, fiquei com a certeza de que existem chaves para a nova FC ou mesmo para a nova literatura fantástica, sendo a principal delas a "estética". Do papel que o "design" tem em nossa vida até a "imagética" que envolve os novos gêneros descritos, em tudo a estética exerce uma força enorme, quando não predominante, como no caso do steampunk e da new space opera.

Por fim, o Jacques anunciou a revista Kalíopes (que foi ao ar no site do CLFC ao mesmo tempo que o e-zine Somnium Nº 101) e a Terra Incógnita, uma revista editada em conjunto com o Fábio Fernandes, que será primariamente publicada em inglês, visando alçar a produção nacional ao alcance mundial. Atualização: Fábio Fernandes avisa nos comentários que a revista não será, inicialmente, em inglês, apenas o blog Post-Weird Thoughts, que já é em inglês, será incorporado. Porém avisa também que os planos são de publicações em inglês no futuro, sim, o que não invalida meu comentário abaixo :)

Particularmente, não só quero aplaudir como festejar a iniciativa. Faz tempo que debato, especialmente na extinta (infelizmente!) lista da Intempol, que a internacionalização não só é uma saída para o mercado de nicho que é a literatura fantástica aqui no Brasil, como também a via mais "futurista" possível. O uso de inglês tende a difundir-se cada vez mais, sendo já a linguagem padrão nos negócios e no turismo. O lançamento de um fanzine como o Fabulário em inglês, dentro de uma feira literária nacional, apenas reforça essa impressão e o acerto da iniciativa. Sabendo ainda que eles têm diversos textos de grandes autores anglófonos para publicar, a coisa só fica melhor.

O Kulpas e o Kujawski, por sua vez, anunciaram planos de publicar livros, sendo um em conjunto e outro "solo" (do Kulpas). O livro em conjunto, ao que tudo indica, vem sendo desenvolvido há anos e trata-se de dois irmãos que comunicam-se apenas via cartas (ou e-mails?) e que refletem sobre suas vidas em ambientes totalmente diferentes, um imerso na cidade, na urbanidade e o outro em um ambiente mais saudável/bucólico¹.

Achou esta descrição da mesa muito cheia de referências, links? Sua cabeça está explodindo com a quantidade de coisas faladas, com a diversidade de assuntos? Se a reposta for sempre "sim", então eu consegui passar para você o que foi estar lá. Era impossível anotar tudo de interessante que vinha à tona! Caso contrário, fique ligado para a FANTASTICON do ano que vem e, se alguma mesa deste estilo, com algum desses caras (ou, melhor ainda, todos juntos) estiver na programação, não perca!

Aproveito para pedir desculpas pelo atraso na publicação deste relato, espero que o resultado final tenha compensado a espera!

¹ Aqui escrevo de memória e, como já faz uma semana praticamente, posso estar errado. Corrijam-me nos comentários se for o caso, por favor!

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@ 10.7.08 13:20

Veja também:
Parte 3

"PS"
Continuando a série de artigos sobre a FANTASTICON 2008... se você chegou aqui agora, leia a Parte 1/3 primeiro.

"A Ficção como base para uma nova realidade: de Baker Street ao Sítio do Picapau Amarelo", Octavio Aragão

A palestra teve início com um pouco de atraso, mas começou bem, com uma surpresa: um "clipe" da nova HQ "Para tudo se acabar na quarta-feira", que se passa no "multiverso" da Intempol. Muito bem produzido, o vídeo deixou todos ansiosos pela publicação.

Logo após - e aqui estou me guiando tanto pela memória quanto pelas notas que fiz - Octavio apontou a pós-modernidade como chave para toda a palestra. Contrapondo a "leitura funcional" - extremamente popular hoje com os best-sellers de auto-ajuda - e a leitura "por prazer", apresentou a visão de que a realidade hoje é composta pela ficção.

Segundo o palestrante, quando assistimos a um jornal, o "fato" ali apresentado é incompleto e depende da nossa imaginação e interpretação para tornar-se real. Dessa percepção - e de dados como a pesquisa onde os entrevistados disseram que Winston Churchill era ficcional e Sherlock Holmes, real - conclui-se que a realidade é composta pela ficção e que descartar uma leitura por ser "ficcional demais" ou não-utilitária é não atentar para o que fazemos diariamente, mesmo que inconscientemente.

O "mix" entre personagens e fatos "reais" (ou "históricos") com personagens e fatos "fictícios" foi um dos temas mais presentes na palestra do Octa. Desde Homero e a Ilíada, passando pelos folhetins - que teriam realmente iniciado a confusão de "real" com "ficcional" na mente do leitor, talvez por serem seriados - até as "biografias" de Holmes e de outros personagens ficcionais, o "crossover" realidade vs. ficção está presente na literatura e no imaginário das pessoas.

O "mapeamento" invocou a confusão com direitos autorais - o que fazer no caso de "reaproveitamento" de personagens como, por exemplo, Alan Moore fez em seu "Lost Girls"? Essa é uma questão atualíssima, que o palestrante soube trazer à tona com uma visão histórica - os direitos autorais, especialmente na "ficção alternativa", jamais foram respeitados, a não ser forçosamente, por meio de leis e ação policial ou, em casos raros, preventivamente, por meio de compra ou cessão dos direitos de uso.

Ainda falando nesse "crossover" realidade e ficção, bem como sobre "ficção alternativa", Octavio comprovou que as "fanfics" são muito mais presentes do que se imagina. Citando o infame livro de Jô Soares, "O Xangô de Baker Street" e a obra de Monteiro Lobato (que reconta Peter Pan e inclui diversos personagens de outros escritores em seus livros), a "fanfic" é presente e antiga, recebendo essa denominação e sua atual popularidade com a internet - de onde também vem sua conotação negativa, devido a alguns trabalhos de baixa qualidade publicados on-line.

Aproveitando o tema, Octavio demonstrou que "ficção alternativa" é um termo real, acadêmico, citando o livro de Eric B. Henriet (veja abaixo) e também que seu livro, "A Mão que Cria", foi o primeiro a ser publicado assumindo-se como ficção alternativa, e não o primeiro texto de ficção alternativa publicado no Brasil.

Outro tema, conseqüência dos anteriores, foi o conceito de "Mitoversos", ou os mundos "mitológicos" formados pela união de diversos cenários, personagens e fatos reais e ficcionais, como no caso de Wold Newton, de Philip José Farmer.

Por fim, Octavio citou alguns livros que inclui em minhas anotações para comprar ou pesquisar futuramente: "Encyclopedia of Science Fiction", de John Clute (mais informações); "L' Histoire Revisitée" de Eric B. Henriet e "A Turma do Sítio na Semana de 22" de Márcia Camargos.

A palestra toda foi bastante empolgante, cheia de insights e de referências interessantes. Deu para perceber que o conteúdo foi preparado com esmero e que o Octavio falou de algo que realmente entende. Houveram as "cutucadas básicas", como na questão da importância e qualidade das fanfics, bem como no assunto "ficção alternativa" (conforme descrevi acima). Enfim, uma palestra excelente e com conteúdo relevante. Estou na torcida para que o Octa coloque a palestra on-line para download!

Respondendo aos comentários

Vou aproveitar o espaço para falar um pouco dos comentários recebidos para a parte 1 deste relato. Primeiro agradeço a leitura e a disposição em comentar da Gi, da Cris e do Silvio Alexandre, organizador da FANTASTICON. Creio que é importante avaliar os problemas e as qualidades de toda empreitada, a fim de fazer um ajuste fino nas próximas oportunidades. Embora tenha resultado em um evento "escondido", a mudança de local foi bem justificada pelo Silvio, que lembrou a barulheira (realmente) vinda do pátio no ano passado.

Quanto a ter que escolher entre boas palestras rolando ao mesmo tempo, claro que não era uma "reclamação": sem dúvida prefiro um evento com muitas oportunidades. Como não consegui me ater ao que havia programado, não tive realmente essa dificuldade, mas foi algo que me deixou pensando e planejando antes de ir para lá. E isso é bom! Que o ano que vem nos deixe assim, ansiosos e planejadores, novamente.

Amanhã, a parte final do meu relato da FANTASTICON 2008, com as impressões sobre a mesa "Um olhar sobre a literatura fantástica atual". Até lá!

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@ 9.7.08 20:40

Veja também:
Parte 2

Parte 3

"PS"
Para aqueles que não sabem, a FANTASTICON é um evento sobre literatura fantástica, isto é, ficção científica, fantasia, horror e terror, além de uma série de "sub-gêneros" dentro destes.

A edição deste ano teve lugar no Colégio Marista Arquidiocesano em São Paulo (capital) nos dias 5 e 6 de julho, junto ao XVI Encontro Internacional de RPG, com palestras, vídeos, mesas de bate-papo, lançamentos de livros e revistas, entre outros.

Um resumo

Daquilo que participei, só posso dizer que o evento foi excelente. Participação, temas, palestrantes/debatedores, tudo ótimo. A reclamar apenas o excesso de eventos paralelos interessantes (ok, isso não é algo realmente a reclamar) e a "invisibilidade" da FANTASTICON dentro do evento de RPG - conseguiram colocar as salas em um local ainda mais isolado do que na edição anterior.

Fui para a FANTASTICON querendo participar, essencialmente, de três palestras: a de Octavio Aragão no sábado (que foi excelente), a de Braulio Tavares (que perdi) e a mesa-redonda sobre novos rumos da FC (excelente), ambas no domingo.

Maiores detalhes

O evento começou "realmente" para mim na sexta-feira de tarde, em um almoço com meu amigo Ivo Heinz, que é um grande conhecedor de FC e sempre me apresenta para livros e autores interessantes. À noite, ainda na sexta, fui até o lançamento de "Fábulas do Tempo e da Eternidade", da minha amiga Cristina Lasaitis - já estou na metade do livro e gostando muito, em breve sairá uma resenha por aqui.

No sábado, ainda sentindo efeitos do "buslag" (viagem de 11h de Balneário Camboriú até SP, sem dormir), cheguei por volta do meio-dia no EIRPG. Porém e a FANTASTICON? Foi difícil encontrar o evento: placas indicavam a direção, mas de repente elas sumiam e eu ficava "?!?"

Rodei o pátio, subi até onde havia sido o evento no ano anterior, procurei meus amigos, nada. Só quando encontrei a já mencionada Cris, próximo à área de estandes do EIRPG é que consegui entender como fazer para chegar até a FANTASTICON. Infelizmente, parece que a "invisibilidade", tão recorrente quando se fala de FC e afins, atacou novamente.

Uma vez no lugar certo, embarquei no finalzinho da palestra "O Vampiro Antes de Drácula", da Martha Argel e Humberto Moura Neto, que estava divertida e informativa, apesar de um sujeito irritante na primeira fileira ficar interrompendo o tempo todo. A palestra seguinte seria naquela mesma sala, com Octavio Aragão...

Na próxima parte, a ser publicada amanhã, falarei sobre a palestra de Octavio Aragão. Na terceira e última parte, a ser publicada na sexta-feira, a mesa sobre novos rumos da FC com Fábio Fernandes, Guilherme Kujawski, Jacques Barcia e Sérgio Kulpas. Até lá!

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