Fernando S. Trevisan - Leituras


Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil

Powered by Blogger



BlogBlogs.Com.Br

Fernando S. Trevisan
2007-2010
Arquivos (mês.ano)

Assinar por e-mail
Cadastre seu endereço de e-mail abaixo para receber os textos deste web-site:

 
Leituras Web
Lendo
Na fila de leitura
Acompanho

Em Leituras
@ 3.8.08 12:30

Veja Também:
Resenha do Romeu Martins no Overmundo
Por: Flávio Medeiros Jr.
Editora: Monções, 2004, 1ª edição
232 páginas

Elogiado primeiro romance do autor, "Quintessência" faz por merecer seus fãs: é uma estréia e tanto, misturando ficção científica, investigação e suspense.

A história situa-se em Minas Gerais - e esta já é uma boa surpresa -, em algum momento após a primeira metade do século XXI, sendo que a data nunca é precisada. De cara somos apresentados a um crime horrendo, aparentemente um atentado terrorista, que termina com seu autor suicidando-se usando uma "Sacred Fire" (ou "Fogo Sagrado"), um tipo de bomba que acaba com tudo o que toca em nível molecular - isto é, o autor do atentado não pode ser identificado, pois nada sobra dele para isso.

Designado para o caso, o oficial Tom Rizzatti fica assustado: ele já viu algo muito parecido, 5 anos atrás... Deste momento em diante temos uma corrida contra o tempo, conforme novas mortes acontecem e a polícia - em última instância, Rizzatti - encontra-se pressionada para resolver o caso.

Mas não pense que o livro é um page turner, no sentido de ser um daqueles livros que você vai pulando palavras e fazendo leitura dinâmica para chegar logo ao final, de tão empolgante. Ele é empolgante, mas a história tem pausas estratégicas, onde o autor inseriu reflexões de seu protagonista (creio que espelhando idéias do próprio autor) sobre a tecnologia, a sociedade e as motivações das pessoas.

Servindo tanto para pausar o ritmo - que poderia ser alucinante - como para acrescentar psicologia e profundidade na obra - que poderia ser rasa -, os pensamentos de Rizzatti fornecem pistas sobre a evolução do mundo e do Brasil nesses mais de 50 anos no futuro, com as implicações morais e éticas decorrentes da tecnologia cada dia mais avançada.

Os personagens não são "super-reais" - exceto pelo protagonista e alguns outros personagens importantes, mas isso não é um problema de forma alguma. As referências à literatura policial noir, aos quadrinhos e à cultura estadunidense são claras, prazerosas e não comprometem a leitura para os leigos nos assuntos - não são crípticas, sendo que muitas são explicadas pelo próprio protagonista, sob a forma de piadas.

Aliás, essa é outra excelente parte do romance, que balanceia o conflito entre a tensão e a profundidade com um humor aliviante, inteligente e não repetitivo. A própria situação-chave do romance, quando começa a se resolver, é cômica - embora trágica. E nisso o romance aproxima-se ainda mais de fatos reais, a despeito de toda a super-tecnologia existente e do distanciamento temporal da história.

Algo que também me atraiu foi o modo como o Flávio consegue projetar discussões atuais para esse seu futuro - só tomando um exemplo, o Brasil tem a Polícia Unificada, isto é, a Civil e Militar de hoje como uma polícia só, mas com dois gabinetes de comando, o civil e o militar. Ou seja, a mesma zona sob um nome só - bem típico do Brasil, bastante realista e ainda assim inovador.

Alguns amigos meus citaram que o livro pede uma seqüência. Eu não acho, mas não reclamaria nada de ler contos ou novelas das "Aventuras de Tom Rizzatti" ou algo assim - mas aí é o fã de histórias policiais/detetivescas, e de ficção científica, falando.

No saldo geral, um excelente livro, um dos melhores dessa "nova geração" de autores nacionais que agora começam a ganhar espaço no "fandom" - e nas livrarias, espero eu. Não consegui encontrar o "Quintessência" para vender on-line, minha edição - com uma simpática dedicatória - foi comprada diretamente do autor na Fantasticon 2008. O e-mail para contato é: livro.quintessencia@terra.com.br. Entre em contato com ele, garanta sua cópia e divirta-se!

Marcadores: , ,

Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil
Em Leituras
@ 10.7.07 06:10

Por Ed Brubaker, Greg Rucka (textos) e Michael Lark, Brian Hurtt, Greg Scott, Stefano Gaudiano, Jason Alexander (arte)
700 páginas aprox., Editora DC Comics/Panini Comics

O título desta resenha poderia muito bem ser "Law And Order: Gotham City". A série de quadrinhos ambientada no "universo" de Batman é uma autêntica série policial, com duas "pequenas" diferenças: 1. maior uso de palavrões e 2. existem "aberrações" no cenário, como o próprio Batman, Coringa, Duas Caras, etc.

A série enfoca a vida dos detetives que trabalham na polícia de Gotham. Batman "em pessoa" é um personagem secundário, que aparece pouco nas páginas da HQ. Porém sua presença, sua sombra é fonte de medo, frustração e reações extremadas por parte dos policiais. O novo comissário, além de estar "sob" Batman, ainda enfrenta o desafio de substituir James Gordon, agora aposentado e um herói reconhecido da cidade.

Premiadíssima, a série faz por merecer seu reconhecimento, trazendo personagens humanos, críveis, em um universo ficcional saturado de fantasias, justiceiros, super-vilões e semelhantes. Pelas mais de 700 páginas (até agora) desfilam dramas de morte, medo, desejo e superação, fracasso e desistência.

A série é publicada dentro da "DC Especial", uma série regular que publica histórias paralelas de personagens do universo DC. O primeiro número saiu em março de 2005, o que significa que não é tão fácil de se obter, mas vale tanto a busca quanto o investimento. Recomendado a qualquer fã de histórias policiais, telespectadores de Law And Order e até mesmo aos fãs "normais" do homem-morcego. Fico só me perguntando quando é que alguém vai ter a inteligência de produzir uma série para TV adaptando estes roteiros...

Marcadores: , ,

Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil